… Arlequina …

Apenas três coisas são boas em Arlequina, necessariamente nessa ordem: a personagem central bem construída e interpretada, as cenas de luta e a proposta feminista. Dito isso, o filme é péssimo. Opa! Esqueci de dizer uma coisa: a nota é 6. Entendedores entenderão.

O filme tenta ser engraçado, mas não é. Na sala decepcionantemente vazia que assisti, ainda se ouviu algum riso nos primeiros cinco minutos, depois nada. Parece que a diretora tentou fazer um Deadpool com vergonha de exagerar.

O filme ganhou censura máxima nos EUA sem sangue nem nudez. Talvez pela violência contra a inteligência do telespectador. Dois momentos foram particularmente “ofensivos” (ALERTA DE SPOILER que NÃO estraga a experiência): no primeiro, o vilão, que conta com um exército de mercenários, deixa a “mocinha” escapar tapeado por um argumento de quinta; no segundo, a ex-policial bêbada e a mocinha drogada ficam instantaneamente sóbrias porque é o momento conveniente para o filme.

Por fim, se era para passar uma mensagem feminista; era melhor que a diretora tivesse apresentado vilões/capangas dignos de nota, mostrando que as mulheres são mais fortes e inteligentes que eles, ou mesmo se superando para derrotá-los. Todos os homens no filme são tolos e incapazes (como na vida real) e/ou têm falha de caráter, diminuindo o brilho da (suposta) conquista das Aves.

Agora que eu já encerrei, vou encerrar de novo: aconteça o que acontecer, não fique para a cena pós crédito.
Sinopse. Arlequina narra os eventos de sua vida: algum tempo após a derrota da Magia, o Coringa termina com Arlequina, jogando-a nas ruas de Gotham City. Ela é acolhida por Doc, o idoso dono de um restaurante chinês.

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