Fazer um filme de horror não é uma tarefa fácil. Uma série, que precisa segurar os espectadores por vários episódios, menos ainda. Mas parece que a Netflix encontrou o seu especialista: Mike Flanagan. Trata-se do responsável pela franquia “Maldição”, que presenteia os fãs do gênero com Missa da Meia-Noite.

Reforçamos: fãs do gênero! Missa da Meia-Noite não é para todos os públicos e pode frustrar um desavisado. A trama, que apresenta eventos milagrosos em uma ilha isolada após a chegada de um jovem padre e o retorno de um antigo morador, é na verdade um excelente drama sobre fé, religião e preconceito.

Com diálogos e sermões longos e bem construídos, a série não deve agradar quem procura “serial killer ou monstro numa matança sem fim”. Mesmo os personagens “típicos” não soam caricatos. O protagonista Riley Flinn (Zach Gilford) é um ex-presidiário atormentado pelo crime que cometeu e a antagonista Bev Keane, primorosamente interpretada por Samantha Sloyan é a beata mais odiosa que você verá desde Perpétua! O padre então, nem se fala, Hamish Linklater está indefectível.

Igualmente indefectível está a fotografia, com ângulos e cores de encher os olhos e que, acompanhada da trilha sonora envolvente, criam a atmosfera ideal para a trama.

É necessário assistir com a “cabeça aberta”, pois se trata de uma série sobre pessoas, que parece ter o objetivo de mostrar que os monstros podem estar entre nós, movidos pela ignorância e preconceito.

Nota: 🎃🎃🎃🎃🎃 Fuderoso!

Onde assistir: Netflix.

Sinopse: A chegada de um jovem sacerdote carismático traz milagres, mistérios e um fervor religioso renovado a uma cidade moribunda e desesperada por fé.

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